“70% das empresas morrem por causa da equipe”, afirmou Rafael Silveira, e tem a ver com o engajamento da equipe.
Na quinta-feira, 23/10, aconteceu o primeiro encontro de uma jornada organizada pela Casa Azul Ventures, através do Programa Ignição de Negócio, que visa mapear e juntar boas ideias às equipes amapaenses para receber investimento e mentoria no sentido de tirar os planos do papel.

Mediador: Rafael Silveira, Diretor de Operações (COO) da Casa Azul Ventures (Foto Amazoon CoWorking; fonte: Rodson Juarez).
A sessão contou com a participação de sócios fundadores de startups, já em funcionamento, e visionários que pretendem receber orientação estruturada para os próximos passos em seus empreendimentos. “É uma intervenção no ecossistema amazônico de inovação”, garante Gabriel Gurgueira, Head de Aceleração e Impacto da Casa Azul Ventures e profissional responsável pelas mentorias e construção do elo entre ideias e pessoas.
A construção do ambiente foi realizada através das falas de empreendedores e outras pessoas que compõem o ecossistema local de inovação. Destacaram a mentalidade transformadora que se origina na capacidade de imaginar, planejar e executar empreendimentos, afinal “startup boa é startup que vende” lembrou Lindomar Goes Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Startups.
Alguns cenários macroeconômicos sobre o Amapá foram apresentados como oportunidades para novos negócios e como forma de orientar levantamentos de necessidades, ou dores futuras do mercado – como os operadores do ecossistema costumam conceituar. A exploração do petróleo na margem equatorial não ficou de fora, sendo mencionado o potencial de 30 bilhões de barris, que renderiam aproximadamente R$ 1 trilhão, ampliando as reservas brasileiras em 58%.

As oportunidades apontadas pelo representante da Casa Azul Ventures, empresa de investimentos em formato venture capital – que assume riscos de alavancar empresas em estágio inicial, estão relacionadas às áreas da logística, tecnologia offshore e sustentabilidade. Tais apontamentos foram realizados no sentido de direcionar esforços para novos empreendimentos que apontem novas soluções com o perfil local.
Ainda avaliando as tendências globais e supra regionais, transição energética e bioeconomia foram apontados como potenciais atrativos para a inovação e empreendedorismo desejados por investidores e fundos de investimento que compõem o ecossistema. Liderança do Brasil em soluções limpas para geração de energia elétrica, bem como produtos naturais de alto valor agregado e o desenvolvimento da indústria 4.0 na Amazônia foram apontados como diferenciais desejados.
A inciativa recebe incentivo do primeiro Hub de Inovação privado, capitaneado pelo empreendedor Maurício Santo, da Amazoon Coworking, fato destacado por diretor de Operações (COO) da Casa Azul Ventures, responsável por coordenar a execução dos programas de aceleração e garantir a eficiência das operações da aceleradora, conectando startups, investidores e parceiros estratégicos.
Entre palestra, debates e oficina de inovação, o evento foi marcado pela interação e pelos alertas como “70% das empresas morrem por causa da equipe”, afirmou Rafael Silveira, deixando claro que um dos critérios de maior atenção está no engajamento do pessoal que está desenvolvendo a ideia, produto e formulando o negócio.