Os empreendedores justificaram os preços altos dos alimentos e da água ou café devido o preço do aluguel do ponto.
Após a repercussão dos preços elevados de alimentos e bebidas registrada na quinta-feira, 06/11, primeiro dia da Cúpula dos Líderes da COP30, um dos serviços de café diminuiu os valores dos produtos.

Os empreendedores justificam os preços pelo altos custos dos alugueis dos “pontos”. Mesmo assim houve queda do primeiro para o segundo dia (Fotos e fontes: Secom do Governo do Pará).
O refrigerante, por exemplo, passou de R$ 25 para R$ 20, uma queda de 20%. O estrogonofe e o frango xadrez, de R$ 60 para R$ 45 – um recuo de 25%.
Apesar de altos, preços da COP30 não diferem dos de conferências anteriores. Os preços elevados são historicamente comuns nas Cúpulas do Clima, nas quais é possível pagar as compras em dólar ou na moeda local do país anfitrião.
Na manhã de sexta-feira, 07/11, os cardápios desse estabelecimento haviam sumido. Questionada sobre o assunto, uma atendente disse que o menu estava sendo reformulado e que a oferta de alimentos aumentaria.
Horas depois, os novos cardápios foram disponibilizados. A lata de água de 350 ml passou de R$ 25 para R$ 20. O copinho de 60 ml de café coado e os chás, no entanto, continuam custando R$ 18.

Houve também a incorporação de doces locais, como as trufas de cupuaçu e de castanha do Brasil – cada uma custa R$ 15.
O custo alto para manter estabelecimento no Parque da Cidade, local onde acontece a COP, pesaram na fixação de preços de alimentos e bebidas, dizem comerciantes. Uma empreendedora gastou cerca de R$ 23 mil em aluguel. Segundo ela, apesar da queda nos preços, o movimento caiu na passagem de quinta para sexta, o que gerou receio de prejuízo.
Na COP de Belém, para consumir, é necessário fazer um cartão, a exemplo do que acontece em festas privadas. A Cielo é a empresa responsável pelo sistema de pagamento eletrônico do local, segundo informou a organização da conferência.