Rodolfo Juarez

O ano de 2020 começou com registros que não puderam ser feitos no início do ano passado. Talvez a posse do presidente da República e dos governadores de Estado tenham anuviado os ambientes que acabaram por deixar aqueles acontecimentos se apossar do protagonismo do momento.
Este ano não foi assim. A história foi outra, não houve posse e todos tiveram a oportunidade de olhar, ou sentir, a realidade que estava posta à sua frente. É verdade que alguns não viram, continuaram com as vendas nos olhos por força da ideologia, do endeusamento de pessoas e até mesmo pelas dificuldades que se acumularam nos anos anteriores.
A realidade é que, no começo de 2020, o brasileiro está mais otimista, mesmo com alguns negando esse sentimento que é bom. Otimismo nunca foi ruim. Ele favorece uma série de situações favoráveis, inclusive de relacionamento e de resultado.
As manifestações livres de pessoas que ainda não conseguiram depurar os seus objetivos para declarar o que realmente pretendem fazer, continuam deixando o tempo passar querendo “deixar como está para ver como é que fica”.
O IBGE, em julho de 2019 já anunciou que o Amapá tem uma população estimada de 845.731 habitantes e que o município de Macapá já passou dos 500 mil habitantes e chegou aos 503.327 habitantes.
Junto com esses números informou que a taxa geométrica de crescimento da Capital, Macapá, é uma das maiores do Brasil, alcançando a 1,96% ao ano, ou seja, 9.865 habitantes, a mais e a cada ano, aumento da população que corresponde a duas vezes a população do município de Pracuuba mudando para Macapá a cada ano.
O crescimento anual da população de Macapá precisa ser equacionado de maneira realista, mudando o entendimento de expansão urbana há muito adotada pela administração municipal, que não prepara a cidade para receber esses quase 10 mil novos moradores a cada ano.
A velocidade que o senador Davi Alcolumbre adota para definir os projetos que defende é uma exigência lógica do tempo disponível que precisa ser compreendida pelos demais parlamentares e entendida pela administração de cada município e do Governo do Estado.
O Governo do Estado iniciou o ano com problemas para pagar a dívida decorrente de empréstimos, o salário dos funcionários contratados precariamente, as faturas dos fornecedores de serviço e material, dificuldades para dotar as unidades de saúde de medicamentos e correlatos, acabar com o parcelamento de salário, transferir os valores dos empréstimos consignados dos servidores do Executivo Estadual e que são retidos na folha de pagamento dos funcionários, entre outras inadimplências na área de cumprimento de metas e promessas feitas em campanha.
No começo do ano, a contabilidade dos trabalhadores brasileiros ou que moram no Brasil apresentou uma nova tendência, como também se ouviu notícias que indicam um crescimento pequeno, mas constante, da economia brasileira, que projeta um PIB positivo e se aproxima da média mundial.
Nem mesmo as disputas bélicas entre os Estados Unidos e o Irã abalaram as estruturas da economia nacional, um certificado de garantia para que a confiança volte para ficar, assim como voltou no setor automobilístico e no setor da construção civil.
A desconfiança de alguns serve de referência para que o trabalho seja feito com responsabilidade e dedicação.